Uma virada histórica na mobilidade candanga — e o pontapé para uma Brasília mais sustentável.

Em 16 de junho, durante evento do Lide com a presença de Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, o governador Ibaneis Rocha anunciou que todos os ônibus do Plano Piloto serão 100% elétricos até o fim de 2025 . A medida, que integra um projeto piloto da Viação Piracicabana, representa um passo ousado para uma cidade livre de emissões.

Por que isso importa para Brasília?

  • Impacto ambiental real: ônibus elétricos emitem zero gases poluentes, reduzindo a pegada de carbono e melhorando a qualidade do ar — e da saúde pública;

  • Mais conforto e segurança: veículos silenciosos, climatizados e com piso baixo já conquistam usuários e cobradores;

  • Exemplo do Brasil: Brasília assume a dianteira na transição para o transporte elétrico, após intensas políticas de incentivo a carros e táxis elétricos — resultado de crescimento de 9.495 elétricos e quase 19.000 híbridos vendidos em 2024;

Estratégia de mobilidade integrada

A novidade não para nos ônibus. O GDF também lançou:

  • Linha de crédito para taxistas, com juros de 1,75% ao mês, 3 meses de carência e prazo de até oito anos para trocar para veículos elétricos — potencialmente o maior programa desse tipo na América Latina ;

  • Incentivos fiscais contínuos, como isenção de IPVA para eletrificados, impulsionando a adoção entre motoristas de aplicativo e cidadãos;

  • Meta ambiciosa: ampliar a eletrificação para toda a rede, conforme as concessões futuras, inspirando uma remodelagem sustentável na frota pública.

Por que o Plano Piloto é o ponto de partida?

  • Região 1 do sistema, operada pela Piracicabana, tem cerca de 90 ônibus — todos já previstos para serem trocados por elétricos até dezembro;

  • Iniciativa é tratada como piloto, com potencial para expansão na próxima renovação de concessões.

Desafios e oportunidades

  • É preciso ampliar a infraestrutura de recarga: o DF conta com cerca de 130 eletropostos, mas ainda precisa crescer para manter toda frota elétrica

  • A região metropolitana (Entorno) exige uma abordagem integrada, como consórcios e manutenção de tarifas acessíveis;

  • Para se tornar a capital da mobilidade sustentável, Brasília requer investimento contínuo em faixas exclusivas, terminais modernos e frotas acessíveis.

Conclusão — Brasília rumo ao futuro

A transição para ônibus elétricos no Plano Piloto marca um momento transformador na mobilidade urbana. É um teste que valoriza inovação, saúde pública e equidade. Se a administração der continuidade ao processo — com recarga, incentivos e infraestrutura — Brasília pode virar referência nacional, sob o olhar do povo candango que quer por fim ao transporte cotidiano como sinônimo de desconforto.

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