Na madrugada do último sábado (12/7), um acidente brutal na BR‑080 (rodovia da morte), entre Vendinha e Brazlândia, deixou duas mortes. A colisão frontal entre dois veículos foi tão violenta que ambos pegaram fogo, resultando em uma vítima encontrada carbonizada dentro do carro.
Esse episódio é mais que uma tragédia: escancara problemas estruturais, operacionais e humanos que persistem no sistema de mobilidade da região:
🛣️ 1. Uma estrada mortal
Dados apontam que, de 2017 até julho de 2025, houve média de um óbito a cada 54 dias na BR‑080 — e uma vítima ferida a cada quatro dias. Mesmo com obras de duplicação em curso — orçadas em R$ 315 milhões para conclusão no segundo semestre de 2025 — os riscos permanecem altos.
⚠️ 2. A infraestrutura como risco
A falta de iluminação, acostamentos e sinalização compromete a segurança dos usuários. Um ciclista que percorre esse trecho relatou usar retrovisor para tentar garantir mais segurança — mas ainda assim se sente vulnerável. Quebra‑molas danificados, faixas apagadas e trechos mal iluminados são facilitadores de acidentes.
🚦 3. Excesso de velocidade e ausência de fiscalização
Moradores alertam sobre a impunidade na via, onde motoristas abusam da velocidade sem temer fiscalização. Mesmo próximo a pedestres e trabalhadores informais que circulam pela rodovia, nada freia essa imprudência.
🌱 4. A duplicação é necessária, mas não suficiente
A obra de duplicação oferece esperança, mas exige floreios:
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Ciclovias e acostamentos seguros para quem pedala;
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Pisos com condições adequadas para caminhantes;
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Sinalização visível e eficaz;
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Fiscalização constante e presença das autoridades.
Sem esses complementos, a duplicação pode se tornar apenas um “remendo” superficial.
🤝 5. Mobilidade urbana é também responsabilidade social
Essa tragédia poderia acontecer em qualquer outra estrada. Mas é um lembrete urgente: mobilidade segura envolve investimento TRANSPARANTE, cuidado com modais vulneráveis e cultura de respeito no trânsito. Não basta duplicar — é preciso humanizar.
✅ Conclusão — Uma estrada não pode ser “rodovia da morte”
A morte de duas pessoas tragicamente carbonizadas não pode ser reduzida à fatalidade. É sinal de falhas graves em planejamento, segurança e gestão do trânsito.
➡️ Se queremos cidades e regiões realmente conectadas, precisamos de:
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Infraestrutura completa e segura
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Fiscalização eficaz
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Educação no trânsito para todos
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Engajamento popular e governança participativa
Chega de mortes evitáveis. É hora de tornar a BR‑080 um exemplo de mobilidade segura.



